quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

















FESTA PROFANA

Nasceu o salvador do mundo
Em tão humilde estrebaria
Nascer em berço de ouro
Se ele quisesse ele podia
Mas já nasceu ensinando
Com sua própria natividade
A humaninade não entendeu
Porque que ele nasceu
Com tanta humildade

Data mágna da cristandade
Paz na terra aos homens
Insensíveis sem bondade
Que na noite feliz Natal
Como é farta a sua ceia
E com ufania em suas veias
Está cumprido o seu ritual
E nessa noite feliz
Ele não tem do que nutrir
Nem tão pouco onde dormir
 E nem se fala o que vestir

Se você pensasse, refletisse
Se o seu coração tivesse
Um verdadeiro espírito natalino
Você protestava, você compartilhava,
Você doava, você empunhava
A bandeira do menino

Você faz a sua festa
Você cumpre o seu papel
Você é forte, poderoso
Você concretiza o Papai Noel
Você é feliz, é barão
Deixe de tanto narcisismo
Largue tanto egoísmo
Olhe um pouco pro seu irmão.

Del Guimarães










 SONHO REAL

Sonho, sonho, sonho
Parceiro inseparável da vida
Realidade do hoje, sonho de criança
O sonho é vida, e vida é esperança

Ontem tive um sonho bom
O tempo o fez sobrevir
Me trouxe uma felicidade
Trazendo minha posteridade
E a minha permanência aqui

Hoje olhei no seu rostinho
E me vi ontem no espelho
E ouvindo ao seus conselhos
Brinquei com você de dedo-medinho
Você mostrando os dentinhos
Me fez chorar sorrindo
Com a expressão mais verdadeira
De gratidão pela brincadeira
Vovô, você é lindo....
     Del Guimarães

Para minha netinha Bruninha.




Viva o amor!

De toda natureza o amor é sempre cabível.
É valioso com todas as suas manifestações,
É a ápice da felicidade singular... incontestável.
No amor que se dá, no amor que se recebe.
O amor é cego, surdo e mudo...absurdo!
No amor não se considera, a bela e a fera...
O amor está no bom, o amor está no mau.
O amor está pro ser, de alma imortal.
O amor não tem idade, não tem gênero,
não tem cor, e no seu vigor, amar é amor...
Alegria e dor, seja como for, "viva o amor!"

Del Guimarães.

ALGO MEU......

INTOLERÂNCIA

Sou pássaro voando só
Voando alto solitário
A procura de outra espécie
Um acolhimento voluntário

A superfície ofuscou
Não vejo verde pra pousar
As minhas asas incansáveis
Me dirão onde vai dá

Tiros da intolerância
Bato as asas mais veloz
Pra bem longe dessa espécie
Hipocrisia, julgamento feroz
Adicionar legenda
Sonho do alto avistar
A clareira de uma cidade
Onde brota a doce aroma
Do respeito às diversidades
E viver um lindo sonho bom
Perto do bem, longe do mal
Com tolerância e fraternidade
O amor e a paz social.

       Del Gumarães.
















VANINHA

Um dia, a vida me deu um presente.
Ainda adolescente, uma linda menininha.
Viajava nas suas travessuras,
Contemplava àquela mistura, de audácia e erudição .
Entre tantos presentes recebidos, aos 50 anos vividos,
Você foi o especial, e naquela noite de natal, lembras?
Você toda sapeca, abraçando a boneca, com vestidinho de avental.
Agradecia o presente, como se não fosse gente inocente.
E, eu, era só felicidade, precoce paternidade,que velarei eternamente.
E o "tempo", passou, preguiçoso, e até generoso, acredito eu.
E hoje, de repente,um eco suave bateu, rompeu, ultrapassou do tempo o véu .
E no fundo da mente repetiu uns gritinhos: Ti Del, Ti Del, Ti Del.


Para a sobrinha amada, Vaninha, lá das Minas Gerais.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

                                        
                                              PROFESSOR HISTORIADOR.

          Constantemente a História é reescrita pelos histiriadores. As razões fundamentais estão relacionadas as  seguintes razões: os homens e as sociedades humanas não permitem um conhecimento imediato, absoluto, definitivo. E a história é reescrita porque o conhecimento é paralelo as mudanças e as tranformações sociais. Novas fontes do conhecimento, novos conceitos levam à reavaliação do passado e das suas interpretações.
          Os conceitos de "verdade" são bastantes complexos no vasto contexto histórico, que   implicam reconstruções temporais, parciais, relativas, não-definitivas e ao mesmo tempo racionais.
          Ser professor de História é nortear-se nesses conceitos com um objetivo maior na compreensão e construção de tal conhecimento.

BAOBÁ


 

BAOBÁ



Foto: Baobá no Kruger Park - Arquivo África do Sul


História

Em 1445, navegantes portugueses conduzidos por Gomes Pires chegaram à ilha de Gorée, no Senegal; eles descobriram o brasão do Infante D. Henrique gravado em árvores. O cronista Gomes Eanes de Zurara assim descreveu a árvore: Árvores muito grandes e de aparência estranha; entre elas, algumas tinham desenvolvido um cinturão de 108 palmos a seu pé (ao redor 25 metros). O tronco de um baobá não mais alto do que o tronco de uma árvore de noz; rende uma fibra forte usada para cordas e pano; queima da mesma maneira como linho. Tem um grande fruta lenhosa como abóbora cujas sementes são do tamanho de avelãs; pessoas locais comem a fruta quando verde, secam as sementes e armazenam uma grande quantidade delas.[2]
Baobá da Praça da República, Recife, Brasil.
Possível fonte de inspiração para Saint Exupéry.
Em Angola e Moçambique, esta árvore é conhecida por embondeiro, ou imbondeiro. Em certas regiões de Moçambique, o tronco desta árvore é escavado por carpinteiros especializados para servir como cisterna comunitária[3]
Baobá no Engenho Poço Comprido, Vicência, Brasil.
Um dos vários espécimes existentes em
Pernambuco.
[editar] No Brasil
No Brasil existem poucas árvores de Baobá, que foram trazidas pelos sacerdotes africanos e foram plantadas em locais específicos para o culto das religiões africanas.
[editar] Pernambuco
Essas árvores concentram-se principalmente no estado de Pernambuco (onde há 16 catalogados) e, nesse estado, na sua capital, Recife.
No Recife, o baobá da Praça da República é a possível fonte de inspiração de Saint Exupéry, quando por ali passou, ao escrever O pequeno príncipe.[4] Há um na Faculdade de Direito do Recife e outro na Cidade Universitária. Existem outros espalhados pela cidade, como em Ponte d'Uchoa e Poço da Panela. Existem três plantadas na Estância Rica Flora, em Aldeia, Camaragibe. No Sitio de Pai Adão existe um Baobá com mais de cem anos com um tronco de mais de 10 metros de circunferência.[5]
Na vila de Nossa Senhora do Ó, Ipojuca, há um Baobá com mais de 350 anos e 15 metros de circunferência. No Engenho Poço Comprido (Vicência) há dois espécimes.
Em Araripina existe um exemplar com aproximadamente 30 anos de idade.
[editar] Rio Grande do Norte
Outro estado com grande quantidade de baobás é o Rio Grande do Norte. Há exemplares em Natal , Nísia Floresta e nas ruinas de Pedro Velho.
Em Assú no Rio Grande do Norte existem 11 baobás de aproximadamente quatrocentos anos e atualmente estão em processo de tombamento histórico.[6]
[editar] Rio de Janeiro
No estado do Rio de Janeiro existem cinco exempares de baobá: um no Passeio Público, um no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas (altura da Av. Borges de Medeiros 3000), pátio do Museu Histório de Quissamã, na antiga Fazenda Quissamã e o ultimo na Ilha de Paquetá.
Baobá em Maceió.
[editar] Alagoas
Em Alagoas existe um exemplar na Praça do Skate, em Maceió.
Baobá no Passeio Público, em Fortaleza.
[editar] Ceará
No Ceará, existe um exemplar na praça do Passeio Público, na cidade de Fortaleza, onde foram fuzilados alguns revolucionários da Confederação do Equador.
[editar] Goiás
Em Goiânia existem três Imbondeiros, todos em residências particulares, sendo um na residência do Sr.Jorge Rassi e duas no condomínio particular Aldeia do Vale.[carece de fontes?]
[editar] Matogrosso
O Doutor Édio Lotufo possui em sua fazenda , nas proximidades de Cuiabá, um exemplar de Imbondeiro derivado de um exemplar existente na Praça da República(Rio de Janeiro). [carece de fontes?]

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CULTURA AFRO-BRASILEIRA NA ESCOLA.

CULTURA AFRO-BRASILEIRA NA ESCOLA.


É oficialmente o único espaço de educação onde o conhecimento formal tem sido repassado. A diversidade historicamente tem sido representada como algo exótico, folclórico. A abordagem superficial e distante do cotidiano escolar reforça estereótipos, naturaliza os problemas raciais e sociais, justificando-os por meio de recursos da psicologia (por exemplo: índio é preguiçoso, negro é violento, etc). Isso tem mudado com ações educativas dos movimentos sociais e a reivindicação de uma nova postura da escola em relação aos grupos étnico-raciais que compõem o povo brasileiro.
Nesse sentido, a grande novidade é a inclusão da Cultura Afro no currículo e o tema transversal (que perpassa as matérias) chamado Pluralidade Cultural nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental. Ele “apresenta uma noção afirmativa da diversidade cultural, como riqueza humana a ser explorada, fonte de conhecimento e denso material a ser usado nas escolas em praticamente todas as disciplinas.” (LIMA;2002)
Todas essas áreas de conhecimento trabalham a formação integral do ser humano, desenvolvendo a interação com o outro, com o mundo. Potencializam o lado cognitivo e o domínio afetivo pelo estímulo da capacidade de respostas diante dos desafios, sensibilização e a atenção.
O afro –descendente tem buscado, através de pressões políticas e culturais, a inserção de seus valores no currículo escolar, reconhecendo a Educação formal como campo de disputa. O movimento negro tem pressionado e realizado ações que culminaram neste momento com a Lei nº 10.639, que inclui a Cultura Afro nos currículos de ensinos fundamental e médio. Sancionada em 09 de Janeiro de 2003 pelo Presidente da República, torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. Essa última parte estará presente em todo currículo.
Os conteúdos da História, da Literatura, da Arte e demais disciplinas acerca da cultura afro-descendente, como construtores da cultura brasileira, não podem ficar restritos a tema transversal-superficial, mas ampliar de forma a serem desenvolvidas para contribuir para o senso crítico dos alunos, professores e outros atores da educação.
Para isso é preciso implementar conteúdos e posturas filosóficas que contribuam para os professores melhorarem os seus propósitos com seus alunos, reformulando toda uma forma de pensar e ver a cultura afro-brasileira, assim como desenvolver uma pedagogia com referências às histórias das culturas afro-descendentes, desde o período pré-colonial até a contemporaneidade.
A intenção é fazer a cultura afro-brasileira sair da invisibilidade imposta pela colonização de uma cultura eurocêntrica, assim como colocar elementos da cultura afro-descendente e da formação do povo brasileiro nas disciplinas já existentes, e não inserir uma nova disciplina na grade curricular de ensino.
Entre muitos objetivos é importante colocar como prioritários os seguintes: construir e desenvolver uma pedagogia voltada para a ancestralidade (raízes culturais) afro-descendentes em seus fundamentos e influências no Brasil; contribuir para uma pedagogia plural nas escolas públicas privilegiando o patrimônio cultural da maioria da população; difundir os trabalhos sistemáticos dos alunos, buscando uma direção voltada para a auto-estima das crianças, jovens e adultos, da comunidade escolar e da comunidade de forma geral; fazer com que o professor, ou quaisquer outros atores da educação pense e trabalhe de maneira ampliada, de forma a perceber que a igualdade só é possível com o reconhecimento e respeito pelas diferenças; recuperar a memória histórica, revisando a importância dos negros na formação étnico-social do povo brasileiro, possibilitando a vivência de novos saberes e sentires.
Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que comemora-se no dia 20 de Novembro o Dia Nacional da Consciência Negra. Nessa data, em 1965, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade.